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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Conformistas e comodismo

Comodismo é saber que algo está errado, não aceitar, mas não fazer nada para mudar. Conformismo é quando a situação se mostra (no ponto de vista de quem presencia) errada e acreditar que a sua interferência não será significativa.

Vejo coisas erradas, por exemplo: falta de informação, greves que não tomam a devida notoriedade, alguns professores não se esforçarem para melhorar (principalmente pelo próprio comodismo), e o que fazer para abrandar essas situações sendo que a grande maioria já se conformou com esta situação e outras estão acomodadas?

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"O verde e o amarelo são as cores..."

     Antigamente, em um passado muito distante, era normal e não errado jogar lixo no chão, algo não habitual atualmente. À medida que os nômades se locomoviam para outras terras deixavam lixo para ser decomposto, conforme as civilizações começaram a surgir (sedentarização), o problema do lixo começou a surgir, pois não havia tempo para o decompor, e o lixo cada vez mais se acumulava. Esse é um problema criado desde o neolítico e que se agravou com a revolução industrial, onde iniciou-se a busca pela facilidade ao invés do ainda inexistente "ecologicamente correto", afinal, é mais fácil pesquisar um terreno, escavar, minar petróleo, refiná-lo, criar garfos de plástico para usá-los e jogar fora ou lavar um garfo? parece que a primeira opção por algum motivo venceu. Outro grande gerador de lixo são as garrafinhas de água, a qual pagamos no mínimo R$1,50 por 500ml sendo que já pagamos a um setor privatizado do governo por água potável, sendo que muitas pesquisas indicam a melhor qualidade de água de torneira à água engarrafada. É de fato extremamente desconfortante para mim como futuro biólogo saber que existem tantas pequenas coisas que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo sem mudar mais que 10 minutos de hábitos diários. Muitos de meus amigos que não compartilham da minha futura carreira zombam dizendo que se eles jogarem um papel no chão irei pegar o papel e jogar ao lixo, ou mesmo obrigá-los a fazê-lo, e de fato faço exatamente isso, não por ser biólogo, meu papel como biólogo não é ensinar ninguém a viver em sociedade, isto que faço é por nada menos que meu dever como cidadão, nada tem a ver com minha formação. Não serei hipócrita ao dizer que nunca joguei óleo na pia, ou mais frequentemente lixo ao chão, mas ainda assim sinto que nesses dias eu não tive motivo algum para não ter andado alguns metros a mais para jogar em algum lixo da faculdade (que também sei que as lixeiras são separadas mas não há coleta seletiva, ou seja, é para "inglês ver") nós todos devemos repensar que mundo queremos deixar para nossos filhos tanto quanto que filhos queremos nós deixar ao nosso mundo, educar filhos, amigos e parentes à demonstrar um pouco mais de respeito com a própria pátria, isto é amar o mundo em que você vive. Ser chamado de eco-chato, revolucionário de faculdade, entre outras coisas é a menor de minhas preocupações, enquanto eu puder brigar pelo melhor ao mundo na minha visão, lá estarei eu sempre que possível. Sendo o que mais me preocupa nos ultimos tempos a grande problematização do novo código florestal onde foram vetados alguns trechos nos quais facilitariam aos que desmatam, apesar de muitos outros trechos que afrouxam as rédeas terem passado, já que esta grande palhaçada não nos cabe até chegar as eleições, devemos nos conscientizar e fazer nossa parte para/com o meio ambiente e mostrar que podem ter levado o amarelo de nossa bandeira, mas não deixaremos que os próprios brasileiros seremos a causa da destruição do verde. Amigos, uni-vos.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Poetas da ciência pt.1 - David Attenborough

 Bom, estou começando uma série de posts em que darei dicas de grandes nomes da divulgação científica, que por muito tempo fizeram da missão de vida disseminar conhecimentos de todas as áreas para as pessoas leigas do meio. Hoje, começarei com o meu favorito ao lado de Carl Seagan (eu sei que começar com favoritismo é ruim, mas não há como evitar) um grande compromissado com a zoologia e botânica, Sir. David Attenborough.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Batman, o que representa?

O que mais me fascina neles (super-heróis) não são apenas super força, capacidade de voar, regeneração fora do comum, etc. Não me fascino por heróis overpower, preferindo sempre um bom e velho detetive do que um incrível ser praticamente indestrutível super forte que voa (sim, estou falando do capitão marvel... brincadeira, é sobre o superman) O que me fascina é a complexidade que se dá ao personagem que exatamente por não ter poderes se prende à uma trama extremamente humana, com muitos aspectos psicológicos sendo abordados. A começar pelo meu vilão preferido em batman:
    -temos o Charada, que tem um grande fascínio por quebra-cabeças, que humano não fica curioso quando algo não parece se encaixar no seu devido lugar?
     -Outros vilões como o Duas-caras mostram o princípio de dualidade em qualquer decisão tomada na vida;
     -O Coringa, com mais de três histórias para sua origem, uma delas mostrando que para enlouquecer basta ter um dia ruim, além de ser a personificação do caos;
     -O Senhor Frio que tudo que ele quer é reviver sua amada e a vingança por ter sido enganado;
     -Bane que é extremamente inteligente, ótimo estrategista, porém tem a mentalidade emotiva de uma criança, e precisa tomar o veneno a cada 12 horas para não sofrer seus efeitos colaterais;
     -Ra's al Ghul um homem imortal líder de uma facção que pretende gerar um mundo perfeito recomeçando do zero, mostrando que alguns propósitos são bons porém utilizam métodos errados para alcançar tal objetivo.
Entre muitos outros igualmente interessantes como o Espantalho, Pinguim, Mulher-gato, Silêncio, Hera venenosa e Arlequina. Mas enfim chegamos, qual é o ponto que realmente me fascina em Batman? É ele ser apenas um humano? não, eu poderia citar então o flash, o lanterna, homem-aranha, qualquer um das dezenas de x-mens. Então talvez ele ser humano e não ter poderes? Também não citei o Homem de ferro até então, portanto não é isso. O fato que mais me impressiona é ele ter o verdadeiro pensamento crítico e valores morais que o fazem abdicar de seus medos e de sua causa pessoal (a vingança) para lutar por uma causa maior (justiça). Matar bandidos é fácil, está para nascer outro herói que tem pachorra de prender mais de quatro vezes o mesmo bandido e saber que logo ele estará solto para causar na sua cidade. Suas riquezas não vão para outro lugar se não fundos de pesquisa e auxílio em creches, orfanatos e hospitais, é sempre considerado entre os três melhores detetives do mundo, concorrendo com o mundialmente conhecido Sherlock Holmes. Recebeu ridículas críticas quanto a sua sexualidade (e caso seja homossexual, qual seria o grande problema envolvido?) devido ao seriado dos anos 60, que o retrata em roupas roxas e com um menino-prodígio digno de pena, extremamente dependente do homem morcego, algo longe da realidade retratada nos quadrinhos. Enfim, Batman é um herói digno de respeito pois sua história não se trata apenas de bem contra o mal, e sim a justiça contra a injustiça, um tema pouco conhecido (já havia sido utilizado, porém não obteve a mesma aceitação) até a criação de Batman. Saibam portanto que o Batman é o símbolo deste blog pois ele representa seres humanos normais onde o foco de nossas discussões serão: justiça, e pensamento crítico.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

superioridade humana e ignorância

     Abordando o tema maltrato de animais de forma mais ampla do que somente dizer que isso não é moralmente correto, irei tratá-la não somente como algo digno de horror, mas também como um dos métodos do humano tentar provar sua inexistente superioridade ante outros seres vivos, de modo que um dos métodos mais comuns de se mostrar com poder suficiente é destruir vidas, dificultá-las e usá-las à seu bel-prazer.
    Uma forma de observar os fatos seria nos colocar na mesma situação dos bois, pense na seguinte situação: você está em um país estranho, preso em uma jaula, onde nada do que você diz é entendido, você articula as mãos na tentativa de ser compreendido mas tudo que fazem é se aglomerar em sua volta como se esperassem algum espetáculo, você então começa a ser empurrado com uma vareta, algumas vezes somente empurrado, mas se não responde indo ao lugar que lhe estão direcionando a vareta lhe causa um leve choque desconfortável, em determinado momento alguém lhe sobe às costas e abrem sua jaula, você vê um campo de areia á sua frente, o indivíduo às suas costas lhe chuta a virilha com algo pontiagudo nos calcanhares, e outro que está pendurado na sua jaula lhe dá um tapa na bunda te empurrando ao campo, quando você finalmente derruba o maldito de suas costas te obrigam através do medo a voltar para jaula, isso tudo parece divertido, não? Pois isto é tudo que consigo enxergar em rodeios, touradas são ainda piores, e a visão de um boi em uma tourada é muito bem exprimida na canção "la corrida" de Francis Cabrel: http://letras.mus.br/francis-cabrel/6497/traducao.html (caso aprecie a letra, aproveite para assistir o vídeo linkado à esta mesma página para contextualizar um pouco o drama).
     Acreditar que somos superiores é tão refutável quanto as mentiras de uma criança, seríamos superiores pela nossa força? não, obviamente não somos, muitos outros animais são muito melhores em termos de força. Então talvez inteligência? mesmo descontando o fato de muitos animais possuírem algumas regiões do encéfalo mais desenvolvidas que humanos, esta regra (quanto à sua inteligência) então somente se aplica entre outros espécies, pois entre espécimes esta mesma padronização se mostra inexistente. De onde vem não só a idéia, mas também a motivação de demonstrar a superioridade humana? Possivelmente uma falha no ego, ou ainda uma falta de poder (poder qualquer este que seja) entre os outros seres da mesma espécie. Nem sequer entrei na discussão sobre racismo e "superioridade racial" que é outro exemplo da ignorância (ou ainda burrice de parcela da sociedade) que tratarei em postagens num futuro próximo. Deixo como da ultima vez meu grande apelo: participem de debates sem medo de serem criticados, pois caso a pessoa saiba lidar, todas críticas são construtivas, Nietzsche dizia que cada pessoa tem que escolher quanta verdade consegue suportar.

domingo, 12 de agosto de 2012

Good Guy Satan

 Desde pequeno, eu cresci em uma família muito religiosa e frequentei a igreja até beirar os 17 anos, sempre gostei das mitologias do mundo (e não excluo a mitologia da bíblia como tão fascinante quanto outras). A mitologia hebraico-cristã tem personagens interessantes, mas o meu favorito e mais amado é o "antagonista" dessa história, aquele que levou um terço das hostes do céu quando se rebelou contra o chefão: Lúcifer.
 E durante esse post, serei o advogado do diabo (literalmente), ao te dizer porque se o cara que controla o porão é muito mais digno de respeito e adoração que o cara lá de cima, que todo mundo ama... Mas aparente ama você menos do que o Lou.


 - Para começar, Lúcifer é um injustiçado - você deve pensar:"mas como? E a bíblia?"... bem, a bíblia é um documento que não me deixa pensar nada menos que se Deus existe ele é como um grande facínora que ganhou a guerra e escreveu os livros de história, como um ditador que tem controle dos meios de mídia e quer fazer ele ser o grande salvador, mais ou menos como se Hitler tivesse vencido a segunda guerra... os livros de hoje iriam tratar dele como o grande e poderoso fuher que unificou o mundo e o limpou das raças inferiores.
 Se você pensar em péssimas interpretações: o que você me diz de um homem que oferece comida a um andarilho que está 40 dias no deserto sem comer nada? Isso é tentação? Eu chamaria de humanidade. O que dizer da pessoa que pede ao filho de um imperador genocida para que este acabe com o império do mal de seu pai, só para ver essa pessoa ser morta na cruz? Eu não diria que o Lou é tão maligno assim.

- Ele só estava lutando pela sua liberdade quando foi banido. Lúcifer era o mais belo dos arcanjos que se rebelou contra o chefe quando esse queria criar uma raça "superior" para os anjos servirem submissos (eee esses somos nós), ele não aceitou e isso gerou um banimento dele junto de seus seguidores (um terço das hostes do céu). Bem, eu sou totalmente oposto ao conceito de escravidão, então não vejo melhor motivo pelo qual lutar... eu também brigaria com unhas e dentes pela minha liberdade, nem que isso fosse me comprometer eternamente.

- Lúcifer entende a natureza humana. Se lúcifer existe mesmo, eu gostaria de conhecer ele só para agradecê-lo pelo maior presente que ele nos deu: o pensamento crítico e a capacidade de questionar. Quando a raça humana era apenas um casal de adolescentes pelados, vivendo o mote de "a ignorância é uma benção", ele nos mostrou um caminho melhor... e se hoje somos uma espécie com capacidade de salvar o próximo, que corre atrás de resultados sem esperar recompensas, que conhece o universo ao seu redor e tem ciência de muitas áreas do conhecimento, devemos agradecer a ele.
 E também não podemos nos esquecer do seu trabalho. Mandar pessoas para o sofrimento eterno... aí nós voltamos de novo para a bíblia ter sido escrita pelo vencedor. Se o inferno é o lugar aonde vão todos os livre pensadores, todas pessoas que vivem uma vida feliz e sem medo, que fazem sexo, que se vestem como gostam e comem o que gostam quando querem... bom, eu penso que não deve ser um lugar tão ruim (e é provável que ir para o time perdedor nesse caso não é ruim) e quero muito ir para lá.
 E se ele pune as pessoas cruéis e ruins, ele não deveria ser considerado justo, ao invés de mal?

- Lúcifer é um cara que, eu não posso pensar ser mais defensor do livre pensamento e da crítica. Além disso, se ele criou o álcool e as roupas ele é meu herói. E, aparentemente, os seguidores dele fazem as melhores músicas, obrigado diabo pelo Rock'n Roll e um abraço a todos.


sábado, 11 de agosto de 2012

Crenças e aprendizados

Tendo hoje uma visão mais crítica sobre o que divulgo do que ontem, e menos crítica do que a terei amanhã, eu me deparei com postagens no meu mural do site facebook, percebi que até então seguia uma página que me fazia rir por algo que eu não achava engraçado. A pagina referida é conhecida e denominada  (errôneamente eu diria) ATEA - associação brasileira de ateus e agnósticos, esta conhecida personalidade, posta quase diariamente imagens nas quais difama e critica a sociedade crente, esquecendo que agnósticos são de fato crentes (por isso um nome errôneo). O que realmente me incomodou foi ler várias postagens reclamando da falta de respeito com os ateus, sendo que estes mesmos não o tem demonstrado (respeito) a partir de sua "mais conhecida" associação no Brasil. A partir disto enviei uma mensagem relatando meu descontentamento com a posição tomada pela ATEA, pois a sigo há pouco mais de dois anos, e neste tempo vi muita coisa se modificando, o alvo das postagens se tornando cada vez mais especificos, eis minha mensagem:

" Gostaria de parabenizá-los pelo brilhante trabalho que vocês tem feito ao mostrar o quão preconceituosos, nós ateus também podemos ser! é simplesmente incrível, pois ser ignorante não é um direito apenas dos crentes (os quais vocês tanto falam mal, mas esquecem que agnósticos também são crentes, e é um dos grupos religiosos que vocês dizem defender) e por fim gostaria de deixar aqui bem claro o quão irônico estou sendo falando o que eu penso (espero não ser reprimido por vocês assim como todos que lhes enviam mensagens): ATEA, você deixou de ser um exemplo a ser seguido a alguns tempos, parou de incentivar a busca por conhecimento científico e passou a simplesmente atacar e atacar crentes, nossa causa deixou de ser uma luta por igualdade e passou a ser uma luta por soberania, espero que isso um dia volte a ser como antes, sinceramente, um ex-seguidor ATEA."

Eu tenho o costume, ou mal-hábito (como preferir) de utilizar tons irônicos quando estou nervoso, é algo que aprendi desde os tempos de ensino fundamental quando o bullying não existia. Nas antigas postagens desta página no Facebook tinha uma linha tênue do humor margeando o bom-senso e a razão, que se perdeu apenas para o humor, e este não necessariamente um humor bom. Precisamos repensar em como queremos ser vistos pela sociedade crente, se queremos ser vistos como pessoas que querem viver sem prestar contas a um Ser supremo ou se queremos ser vistos como inimigos, e hoje cheguei a conclusão que quero apenas viver. Quero ser alguém que traga algo de bom para a humanidade nem que meu feito seja insgnificantemente bom, mas que seja algo bom, Santo Agostinho, Eintein, Darwin, Carl Sagan, Mendel, Carlos Chagas, Fernando Pessoa, Heisenberg, Schrodinger, Euler, Nicolas Tesla, e outros grandes gênios, não são conhecidos pela sua crença e sim pelos seus atos, seus feitos, seus pensamentos. Segundo Immanuel Kant não se deve procurar a perfeição dos outros e a felicidade própria, isso é definitivamente um plano para o fracasso, o melhor a se fazer é procurar o aperfeiçoamento de si, e a felicidade dos outros. Eis que eu percebo que o problema de alguns ateus é se acharem tão superiores e gastarem mais tempo se gabando do que fazendo algo para melhorar (a si ou algo que não está bom) e o problema de alguns crentes é acreditarem tanto na superioridade de seu Deus que passam mais tempo rezando do que correndo atrás de uma solução para melhorar a situação.
É muito simples eu reclamar de tudo isso, mas o que mais posso eu fazer além de participar de grupos de discussões no qual eu colocarei minhas opiniões e serei massacrado por ambos os lados? Oscar wilde ja dizia: cada um decide o quanto de verdade que consegue suportar. E isso não é algo fácil de fazer, de fato eu também não consigo ouvir críticas sem levar uma pontinha para o lado pessoal, porém é preciso saber viver, compreender e aceitar. Não mais prolongarei esta postagem. Espero que reflitam e comentem aquilo que acharam, e se possível, como um apelo final lhes peço: participem da maior quantidade de debates que puderem: cresçam, sejam e realizem.