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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"O verde e o amarelo são as cores..."

     Antigamente, em um passado muito distante, era normal e não errado jogar lixo no chão, algo não habitual atualmente. À medida que os nômades se locomoviam para outras terras deixavam lixo para ser decomposto, conforme as civilizações começaram a surgir (sedentarização), o problema do lixo começou a surgir, pois não havia tempo para o decompor, e o lixo cada vez mais se acumulava. Esse é um problema criado desde o neolítico e que se agravou com a revolução industrial, onde iniciou-se a busca pela facilidade ao invés do ainda inexistente "ecologicamente correto", afinal, é mais fácil pesquisar um terreno, escavar, minar petróleo, refiná-lo, criar garfos de plástico para usá-los e jogar fora ou lavar um garfo? parece que a primeira opção por algum motivo venceu. Outro grande gerador de lixo são as garrafinhas de água, a qual pagamos no mínimo R$1,50 por 500ml sendo que já pagamos a um setor privatizado do governo por água potável, sendo que muitas pesquisas indicam a melhor qualidade de água de torneira à água engarrafada. É de fato extremamente desconfortante para mim como futuro biólogo saber que existem tantas pequenas coisas que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo sem mudar mais que 10 minutos de hábitos diários. Muitos de meus amigos que não compartilham da minha futura carreira zombam dizendo que se eles jogarem um papel no chão irei pegar o papel e jogar ao lixo, ou mesmo obrigá-los a fazê-lo, e de fato faço exatamente isso, não por ser biólogo, meu papel como biólogo não é ensinar ninguém a viver em sociedade, isto que faço é por nada menos que meu dever como cidadão, nada tem a ver com minha formação. Não serei hipócrita ao dizer que nunca joguei óleo na pia, ou mais frequentemente lixo ao chão, mas ainda assim sinto que nesses dias eu não tive motivo algum para não ter andado alguns metros a mais para jogar em algum lixo da faculdade (que também sei que as lixeiras são separadas mas não há coleta seletiva, ou seja, é para "inglês ver") nós todos devemos repensar que mundo queremos deixar para nossos filhos tanto quanto que filhos queremos nós deixar ao nosso mundo, educar filhos, amigos e parentes à demonstrar um pouco mais de respeito com a própria pátria, isto é amar o mundo em que você vive. Ser chamado de eco-chato, revolucionário de faculdade, entre outras coisas é a menor de minhas preocupações, enquanto eu puder brigar pelo melhor ao mundo na minha visão, lá estarei eu sempre que possível. Sendo o que mais me preocupa nos ultimos tempos a grande problematização do novo código florestal onde foram vetados alguns trechos nos quais facilitariam aos que desmatam, apesar de muitos outros trechos que afrouxam as rédeas terem passado, já que esta grande palhaçada não nos cabe até chegar as eleições, devemos nos conscientizar e fazer nossa parte para/com o meio ambiente e mostrar que podem ter levado o amarelo de nossa bandeira, mas não deixaremos que os próprios brasileiros seremos a causa da destruição do verde. Amigos, uni-vos.

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